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The Rain e a previsibilidade de um mundo pós-apocalíptico

Por: Heloisa Castro

30 de maio de 2018

Climão, personagens sem muito apelo e cenários deslumbrantes são algumas das características de The Rain, nova produção dinamarquesa da Netflix.

Uma chuva tóxica caiu sobre parte do mundo e matou todos os que entraram em contato com ela. Um cientista pode ser o único capaz de resolver o problema, mas a chave é justamente seu filho mais novo – o que pode colocá-lo em perigo de vida. Este é o contexto apresentado ao público na temporada de estreia de The Rain, produção dinamarquesa da Netflix, que estreou no início de maio.

Tentando pegar carona no impacto gerado pela também europeia Dark, The Rain possui uma paleta de cores super semelhante e o climão distinto que deixou todo mundo apreensivo ao assistir à primeira. Entretanto The Rain tem muitos problemas e a consequência disso é não conseguir agradar tanto o público como sua conterrânea fez.

Chuva tóxica dizima população em The Rain

No quesito roteiro, não há nada muito original em The Rain. A série segue a mesma fórmula de sagas como Resident Evil, por exemplo. Mas o climão presente em todos os episódios somado à forma como eles são amarrados fazem com que o espectador fique vidrado na série, sem conseguir parar de assistir. A série é preparada para maratonas.

Já o elenco, ora deixa o público apaixonado, ora extremamente entediado. É difícil dizer se eles realmente convencem ou se são apenas “o que tem para hoje”. No final das contas, acredito que haja falta de profundidade aos personagens, aliada a certa falta de química entre os atores.

Falta química entre os atores de The Rain

Os cenários e locações merecem destaque positivo por serem impecáveis, com tomadas marcantes. Assim como Dark, a paleta de cores é perfeita para o tom da produção e é um grande acerto. Na minha opinião, são o ponto alto da produção.

Particularmente gostei bastante da trilha sonora e, principalmente, da forma como o silêncio total é explorado em alguns momentos. A pausa é muitas vezes esquecida ou ignorada na hora de sonorizar uma produção audiovisual. Saber usá-la pode ser um fator definitivo para transmitir ao público a carga de emoção necessária para uma determinada cena.

Apesar dos acertos, os furos no roteiro e o excesso de pontas soltas em The Rain incomodam. Não fosse pela estrutura narrativa, provavelmente a série se enquadraria na fatídica categoria de “um dia eu termino”. A previsibilidade de acontecimentos que deveriam ser chave empobrece a experiência do espectador. Chega a ser um pouco frustrante.

Falta originalidade em The Rain

De cinco estrelas, daria três para The Rain. Acredito que uma segunda temporada só se justifica caso seja capaz de trazer algo realmente inovador ao gênero.

E você? Curtiu The Rain? Conta para mim aqui nos comentários.

Author: Heloisa Castro

Também conhecida como Diana Organa Granger. Concebida para ser a nerd da família, louca por livros, que se infiltra em salas de cinema e viaja entre mundos. Amante da culinária por necessidade e incapaz de escolher apenas um universo fantástico para amar. Conta uns causos da vida aqui: https://goo.gl/UjVcMf

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