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Sherlock Holmes e os Aventureiros – A Origem do Melhor Detetive do Mundo

Por: Luiz Lindroth

10 de fevereiro de 2018

Ninguém nasceu sabendo, nem mesmo Sherlock Holmes

O lendário personagem de Sir Arthur Conan Doyle é (e será por muito tempo ainda) a maior referência que temos na literatura de um investigador realmente bom no que faz. Embora Sherlock Holmes não tenha sido o primeiro detetive da literatura, nem tampouco o primeiro a usar técnicas de dedução, é impossível compararmos qualquer outro personagem à grandiosidade que suas histórias tomaram e à fama que o personagem construiu ao longo das décadas. Mas, se formos encará-lo como uma pessoa e não um personagem fictício, é impossível que alguém tenha alcançado tal nível de expertise em investigação assim do nada. Qualquer ser humano que se torna o melhor no que faz precisa passar por muito treinamento (e erros) antes de alcançar o pináculo da sua atividade. E, a partir do momento que o escritor original nada elaborou a cerca do assunto, fica a serviço de outros para que tais lacunas sejam completadas.

Uma missão que o nosso autor épico A.Z. Cordenonsi aceitou com prazer. Dono de uma vasta coleção de livros sobre Sherlock Holmes e membro da The Sherolck Holmes Society of London, A.Z. resolveu desenvolver melhor o período onde o personagem começou a afinar as suas habilidades de detetive. Lançado pela AVEC Editora, Sherlock e os Aventureiros: o Mistério dos Planos Roubados mostra o mais famoso detetive do mundo ainda como um adolescente muito inteligente, mas sem conhecimento prático de como o mundo funciona fora das altas camadas da sociedade.

Um aventura leve e ótima para introduzir as gerações mais novas no mundo investigativo de Conan Doyle, o livro mistura o tom dos mistérios originais com a rapidez de uma aventura adolescente. A.Z. ainda faz questão de adicionar certos toques de suas outras paixões, como a cultura steampunk, com a presença da versão infantil de um cientista real que é umas das maiores referências dessa cultura retrofuturista: Nikola Tesla. As pesquisas e tecnologias desenvolvidas pelo gênio em questão estão entre as mais usadas fontes de inspiração para a cultura do steampunk. Já em Sherlock e os Aventureiros, o pequeno Nikola que aparece é um jovem genial e órfão que tenta com todas as forças recuperar os planos roubados de uma invenção muito querida para ele.

Outra personagem que aparece é Irene Lupin, filha de outro célebre personagem literário, Arsène Lupin. Arsène é, em sua devida série de livros, o maior ladrão do mundo. Na vida real ele é considerando um dos primeiros personagens a criar o conceito do ladrão cavalheiro: não aquele brutamnonte sujo que assalta com uma faca enferrujada, mas um verdadeiro gentleman que encanta a todos com suas boas maneiras para disfarçar as habilidades assustadoras que usa para conseguir tudo que deseja. Irene é filha única de tal personalidade e, consequentemente, aprendeu tudo que sabe diretamente do pai. Uma garota com muita atitude e habilidade em um mundo onde mulheres deveriam, para os padrões da época, saber apenas cozinhar e passar roupas.

Como um todo, o livro é empolgante e tem uma pegada muito leve, facílimo de ler e perfeito para apresentar para novas gerações de leitores. Caso desejem saber mais das minhas opiniões quanto à obra, basta assistir ao vídeo que gravei para o Dados&Contracapas ali em cima.

Um abraço à todos e os vejo no próximo texto!

 

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