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Maus: A História de Um Sobrevivente

Por: Luiz Lindroth

19 de Março de 2018

Certas obras PRECISAM ser lidas

Vamos colocar na mesa um fato muito desconcertante: a humanidade, mesmo sendo uma sociedade de animais que recusam tal característica, tem como um dos seus comportamentos inerentes a violência. E daí vem uma das nossas maiores lutas. Lutamos todos os dias, como indivíduos e membros de um coletivo, contra um instinto primordial de atacar o que enxergamos como diferente. Vemos isso todo o dia e, aparentemente, cada vez mais no cotidiano do nosso país cheio de problemas políticos e sociais.

E é por isso que trago, desta vez, a HQ Maus: A História de Um Sobrevivente. Vencedora do Prêmio Pulitzer de 1992, a obra foi escrita por Art Spiegelman e relata as histórias de Vladek Spiegelman, seu pai e judeu nascido na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.

Lembra quando estudamos a Segunda Guerra na escola? Dos números que nos foram passados pelos livros de história? Nessa obra não temos números ou estatísticas, temos pessoas. Temos seres humanos reduzidos a condições sub-humanas tentando apenas sobreviver até o próximo dia para então ver o que o destino jogaria sobre eles então. Na história, os judeus são retratados como ratos (daí o nome da obra, “Maus”, que significa rato em alemão) ao passo que os alemães são desenhados como gatos. Tudo começa leve, com pequenas discriminações e olhares tortos para os judeus. Mas sabemos como termina.

E esse é o ponto trágico de Maus: A História de Um Sobrevivente – e da nossa história real

Para as pessoas que estavam lá, para aqueles poucos e não tão desafortunados que sobreviveram à Guerra e aos campos de concentração, não termina. As marcas e traumas que eles sofreram naqueles anos os acompanhou para o resto da vida. Ainda acompanha.

Por isso digo que certas obras precisam ser lidas. Todos têm que fazer um exercício de empatia e entender que ninguém merece receber o tratamento que essas pessoas sofreram. Precisamos ler, conhecer essas histórias e nos certificarmos que elas não aconteçam uma vez mais. A violência faz parte da humanidade, mas é uma missão nossa lutar contra essa natureza e evoluirmos juntos para uma sociedade justa.

Para quem quiser uma opinião minha mais completa acerca da HQ, basta assistir o vídeo linkado aqui na página. Caso você ainda não tenha lido, ou conhece alguém que não leu, por favor, não perca a chance de ler e indicar também. É uma obra que marca vidas. Certamente marcou a minha.

Um abraço a todos e os vejo no próximo texto!

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