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High Deathnition – Mangá Nacional apresenta tudo que um fã de Shonen precisa

Por: Bernardo Stamato

21 de dezembro de 2018

Eu tive a honra de estar no lançamento do High Deathnition no Festival do Leitor, quando também bati um papo com o autor e comprei e li cada edição. Já faz um tempo que quero compartilhar minhas opiniões com você e fico feliz de poder encerrar o ano falando desse mangá.

Vann Goldberg perdeu toda a sua família de vampiros numa chacina denominada “Operação High Deathnition” e foi mantido preso por dez anos num presídio de segurança máxima na cidade de Umborn, até que o “Black Line”, um grupo de rebeldes, o solta e inicia a vingança.

High Deathnition é um mangá independente roteirizado e ilustrado pelo carioca Fabio “Chibi” Santos, também autor de Dreamlander. High Deathnition conta com 4 edições impressas, publicadas pela Editora Guardião, e 7 edições online, publicadas nos sites Tapas e Zinnes e no app Agakê.

O que me chamou a atenção logo de cara foi o traço inspirado em Fullmetal Alchemist, meu shonen favorito. O autor demonstra um bom equilíbrio entre ilustrar as cenas de ação e narrar uma história com os principais elementos de um mangá cheio de combates e poderes. Cada personagem tem um visual singular, além de suas habilidades únicas, e Chibi sabe conduzir seus heróis e vilões através de seus conflitos. E quando digo conflito, me refiro tanto aos conflitos morais quanto à pancadaria mesmo.

Falando nos personagens e seus poderes únicos, cada edição do mangá conta com algumas páginas de bastidores sobre como alguns deles foram criados e desenvolvidos, deixando evidente o esmero do autor em cada detalhe. Vann, o vampiro protagonista, é apenas um exemplo da diversidade dos habitantes de Umborn, que também conta com mutantes e monstros, cada um representando um arquétipo do shonen.

Umborn parece um personagem por si só, inclusive. O cenário de High Deathnition tem suas corporações, seu mercado negro, suas tropas de elite e tantos aspectos que é inevitável querer conhecer cada vez mais a cidade. Conhecemos apenas uma pequena parcela, um vislumbre, da cidade, mas já é o suficiente para sabermos que existem muitas camadas de segredos e ameaças a serem exploradas pelos protagonistas.

Talvez o único defeito de High Deathnition é o fato da história estar incompleta, mas tudo bem, podemos cobrar o autor em suas redes sociais. Não darei spoiler, mas a narrativa foi interrompida justamente no que parecia ser o clímax, o começo das batalhas mais importantes, quando Vann enfrentaria seus principais inimigos. Não sei se o Chibi planeja lançar mais uma, ou três ou mil edições, só sei que ainda tenho esperanças de ler pelo menos a conclusão de uma saga – e vou cobrar também.

Na minha humilde opinião, o mangá poderia detalhar mais a história. Por um lado, compreendo que se trata de um mangá independente e o autor precisa otimizar seu tempo e entregar uma narrativa concisa, por outro ia ser bacana ver em mais detalhes os personagens em ação, seus poderes, seus treinamentos e suas missões. Considerando que um dos mangás conta com uma cena de diálogos extra, seria bacana o autor publicar mais extras com alguns desses detalhes.

High Deathnition é um ótimo mangá. O autor tem potencial para contar mais histórias e expandir as que já publicou e, se você gosta de shonen, com certeza deveria explorar a cidade de Umborn.

Clique aqui para ler High Deathnition na Editora Guardião.

Clique aqui para ler High Deathnition na Zine.

 

Author: Bernardo Stamato

Vencedor do Concurso Cultural "Eu, Criatura" da Devir Livraria, formado em Letras, pós-graduado em Produção Textual, tradutor e escritor (https://www.wattpad.com/user/BernardoStamato). Quando dá tempo para respirar, lê e joga PS4 também.

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