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Filmes de Super-Heróis: das Origens ao Oscar

Por: Bernardo Stamato

10 de fevereiro de 2019

Ame ou odeie, filmes de super-heróis dominaram os cinemas. Temos filmes de super-heróis quase todos os meses, eles lideram a bilheteria e a internet só fala neles. Alguns já até ganharam prêmios valiosos para a indústria, mas foram muitos anos de trajetória até esse reconhecimento. Na verdade, foram décadas.

Vou falar brevemente sobre os primeiros filmes de super-heróis no cinema, sobre os maiores sucessos, os piores fracassos e sobre a recente ascensão do gênero na cultura pop.

Os Primeiros Filmes de Super-Heróis

Antes de mais nada, o que é um super-herói? No Brasil, isso pode ser muita coisa, mas nos Estados Unidos, a Marvel e a DC dividem a propriedade intelectual dos super-heróis. Ou seja, só as duas editoras podem usar essa marca, qualquer outra coisa é só “herói” — Spawn, Hellboy, Juiz Dredd, Tartarugas Ninja, isso tudo é só herói por lá, nada de super.

Se não levar esse conceito em consideração, há quem diga que o primeiro filme de super-herói foi o Zorro em 1920, ainda preto e branco e mudo — inclusive, o Zorro foi declaradamente inspiração para o Batman. Tratando-se de Marvel e DC, o primeiro de todos foi o filme As Aventuras do Capitão Marvel em 1941, da editora Fawcett — posteriormente a DC entrou na justiça alegando que o personagem era um plágio do Superman, adquiriu os direitos sobre ele e transformou-o em Shazam.

Para você ter noção do quanto isso é antigo — além do fato de ter sido quase 100 anos atrás —, esse filme foi lançado em formato de série. As pessoas iam no cinema, viam cerca de 15 minutos do filme e depois tinham que voltar na semana seguinte para continuar assistindo. Arcaico, não? Depois de As Aventuras do Capitão Marvel, tivemos Batman em 1943, Capitão América em 1944 e Superman em 1948 — e O Fantasma em 1943, se você desconsiderar o eixo Marvel e DC.

Esses filmes foram um enorme sucesso na época, mas foram caçados juntos de toda a indústria dos quadrinhos no processo que levou à criação do Código dos Quadrinhos da década de 50.

Mesmo com a perseguição, dois filmes de super-heróis emplacaram e se transformaram em seriados de televisão: Superman and the Mole Men em 1951 e Batman em 1966 — este último, estrelado por Adam West, iniciando o famoso seriado. Esses filmes fizeram tanto sucesso, que influenciaram os filmes japoneses Sūpā Jaiantsu em 1957 e Astro Boy em 1959, fundamentais para o gênero tokusatsu.

Desde o Zorro em preto e branco e mudo até a icônica série do Batman estrelando Adam West, os filmes de heróis se estabeleceram em Hollywood e prosperaram desde então.

A Ascensão dos Filmes de Super-Heróis

Em 1954, o governo estadunidense começou a perseguir os quadrinhos por supostamente influenciar e corromper os jovens, levando à criação da Associação Americana de Revistas em Quadrinhos e do Código dos Quadrinhos, o que resultou em inúmeras censuras — incluindo o romance entre Batman e Mulher-Gato — e em toda a abordagem mais infantilizada dos super-heróis pelas próximas décadas.

Enquanto o Batman do Adam West prosperou no final da década de 60, o próximo grande filme da DC foi o Superman de 1978 com o Christopher Reeve — dez anos depois do fim da série. Nesse meio tempo, o único herói que marcou presença nos cinemas foi o Zorro. Apesar desse longo intervalo, o filme clássico do Superman foi indiscutivelmente um retorno triunfal para os super-heróis ao cinema.

O filme recebeu três nomeações ao Oscar — Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora e Melhor Mixagem de Som — e recebeu o Prêmio do Oscar de Realização Especial pelos efeitos visuais, enquanto Christopher Reeve ganhou o prêmio da 32ª Academia Britânica de Cinema de ator protagonista mais promissor. Além de um bocado de outras indicações e premiações, Superman foi considerado 44º filme mais influente em efeitos visuais de todos os tempos pela Sociedade de Efeitos Visuais em 2007 e ficou em 174º lugar entre os melhores filmes de todos os tempos pela revista Empire em 2008.

Tanto reconhecimento trouxe não só a DC e a Marvel de volta para os cinemas, como também diversos outros heróis originais e adaptações dos quadrinhos de outras editoras. Entre a década de 80 e 90, Hollywood recebeu adaptações de Tartarugas Ninja, Rocketeer, Flash Gordon, O Corvo, O Máskara, Tank Girl, Juiz Dredd, O Fantasma, Spawn: O Soldado do Inferno e MIB: Homens de Preto, além de heróis originais como Zorro, Vingador Tóxico, Robocop e Corpo Fechado.

Apesar de tantos filmes de heróis — alguns bem-sucedidos, outros nem tanto —, a DC e a Marvel não tiveram sucesso. Christopher Reeve fez ao todo quatro filmes do Superman, mas a qualidade foi caindo cada vez mais, além de dois filmes do Monstro do Pântano e um da Supergirl, enquanto a Marvel lançou Capitão América, Justiceiro, Quarteto Fantástico e Howard, o Pato — todos fracassos vexaminosos.

Sério, onde diabos estavam com a cabeça quando lançaram um filme do Howard, o Pato? Foi épico vê-lo na cena de pós-créditos dos Guardiões da Galáxia, mas um filme inteiro para ele não faz sentido nenhum. Não é à toa que é o filme com pior avaliação da Lucasfilm — sim, George Lucas fazia filmes como Star Wars, Indiana Jones, Labirinto – A Magia do Tempo e, sabe-se lá por que, também fez um filme do Howard, o Pato.

Em meio a tudo isso, o Batman merece atenção especial. Tim Burton dirigiu o filme estrelado por Michael Keaton como o Batman e Jack Nicholson como o Coringa, que foi e continua sendo um enorme sucesso. A sequência trouxe Michelle Pfeifferr como Mulher-Gato e Danny DeVito como Pinguim, foi um sucesso na crítica e na bilheteria, mas sofreu duras críticas dos pais que levaram seus filhos ao cinema.

Apesar de hoje em dia ser bem óbvio quais filmes de super-heróis podem ser assistidos por crianças e quais não, as coisas eram um pouco mais confusas naquela época. Os dois filmes do Batman do Tim Burton são um tanto sombrios e, apesar de não ter nada explícito demais e nem traumático para uma criança, não são exatamente filmes que combinam como o McLanche Feliz — que, de fato, teve brindes temáticos do segundo filme. O Tim Burton chegou a relatar que era estressante o questionamento sobre quais brinquedos poderiam ser lançados antes mesmo do roteiro estar pronto e, apesar de todo o sucesso, seu terceiro filme na franquia foi cancelado.

O que se seguiu foi Batman Eternamente, produzido pelo Tim Burton e dirigido por Joel Schumacher, com Val Kimmer como Batman, Tommy Lee Jones como Duas-Caras, Jim Carrey como Charada e Chris O’Donnell como Robin, além de Nicole Kidman como Dra. Chase Meridian — a dama em apuros criada exclusivamente para o filme. Esse filme foi um sucesso comercial, agradou aos pais que criticaram o filme anterior e enfureceu os fãs dos filmes do Tim Burton.

As mudanças foram bastante lógicas, mas pareceram confusas na época. A Warner queria um filme para toda a família — e que vendesse muitos brinquedos — e Joel Schumacher deixou de lado a abordagem excessivamente gótica do Tim Burton em prol de um visual neon — para não dizer carnavalesco. Pessoalmente, eu tinha sete anos de idade quando esse filme foi lançado, adorava os filmes do Tim Burton e obviamente adorei Batman Eternamente, então o filme cumpriu o seu propósito, apesar de ter abandonado os fãs adultos da época.

E então veio Batman & Robin, dirigido novamente pelo Joel Schumacher, mas sem nenhuma participação do Tim Burton. O que dizer sobre essa pérola? Até eu, aos nove anos de idade, estranhei a escolha do Arnold Schwarzenegger como o Senhor Frio. Até gostei de ver o Chris O’Donnell de volta como Robin, a Alicia Silverstone como Batgirl também ficou ótima, mas George Clooney como Batman e Uma Thurman como Hera Venenosa simplesmente não deram certo. O filme foi uma galhofada do início ao fim, exagerando ao ponto de ficar esdrúxulo em tudo que se possa imaginar, no visual neon, nos diálogos tenebrosos e no enredo sem pé nem cabeça. Com certeza vendeu muitos brinquedos, mas acabou assassinando a franquia.

As décadas de 80 e 90 certamente definiram o gênero de super-heróis no cinema, apesar dos altos e baixos. Considerando que Hollywood evoluiu e se adaptou muito no século XX, faz sentido ver tentativas e erros pelo caminho. Ainda vale a pena assistir a alguns desses clássicos, principalmente para entender todas as mudanças do final da década de 90 e o nascimento da atual geração de filmes de super-heróis.

Filmes de Super-Heróis — Algumas Pérolas e Muitos Fracassos

A Marvel já quase faliu algumas vezes e a solução nos anos 90 foi vender o direito de imagem dos personagens para os estúdios de cinema. Em resumo: a Fox ficou com os X-Men, o Quarteto Fantástico e Demolidor, a Sony com o Homem-Aranha e o Motoqueiro Fantasma, a Universal com o Hulk, a New Line com o Blade e a Lionsgate ficou com o Justiceiro. De todos esses filmes, os únicos que fizeram sucesso mesmo foram o Blade, o Homem-Aranha e os X-Men, então vou falar um pouco deles aqui.

O Blade, com o Wesley Snipes, é um caso curioso porque muita gente nem sabia que ele era herói da Marvel. De fato, o plano foi fazer um filme de herói que não tivesse muita cara de herói e deu certo! O Blade acabou sendo mais um filme de vampiro de ação que, na minha humilde opinião, foi muito melhor do que Anjos da Noite!

É curioso ver como muitos fãs ainda pedem a volta do Wesley Snipes para o papel do Blade, quase tanto quanto não aceitam que o Hugh Jackman não vai mais interpretar o Wolverine. Uma pena que o último filme da franquia foi em 2004, então o Blade já não é mais tão lembrado quanto os outros heróis da Marvel. Mas, olhando pelo lado bom, foi esse último filme que abriu portas para o Ryan Reynolds interpretar o Deadpool, porque ele atuou como o Hannibal King e deram quadrinhos do Mercenário Tagarela para ele dizendo que eram basicamente o mesmo personagem. O Ryan Reynolds se apaixonou imediatamente pelo anti-herói e fez de tudo para interpretá-lo nos cinemas — o que deu muito certo.

Se hoje em dia os Vingadores são o time titular da Marvel, nos anos 90 só se falava no Homem-Aranha e nos X-Men! Eles tiveram desenhos animados irados naquela época e vários jogos no Super Nintendo e no PlayStation, então a expectativa era bem alta e foi totalmente atendida, ao menos no começo.

No primeiro X-Men, o Hugh Jackman, a Halle Berry, o Patrick Stewart e o Ian McKellen praticamente definiram como um filme de super-heróis deveria ser daquele momento em diante. A Fox abriu mão dos uniformes coloridos e deu um visual mais sóbrio para os mutantes e a história não perdeu muito tempo contando as origens de cada personagem, indo direto para os conflitos entre o Professor X e o Magneto e suas respectivas equipes.

O segundo filme dos X-Men trouxe o Alan Cumming como o Noturno, deu mais atenção para a Vampira, Homem Gelo e Pyro, se aprofundou nas origens do Wolverine e abriu portas para a Fênix Negra na sequência. Esses dois filmes foram sucessos de bilheteria e conseguiram agradar aos fãs e aos críticos, o que explica porque a Fox insistiu na franquia por tanto tempo, apesar de tantos filmes posteriores não chegarem nem perto desse sucesso

E se Wesley Snipes marcou como Blade e Hugh Jackman marcou como Wolverine, Tobey Maguire também entregou um excelente trabalho como o Homem-Aranha. O primeiro filme trouxe o Willem Dafoe como o Duende Verde e a Kirsten Dunst como Mary Jane e continua sendo considerado um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Com certeza é um dos melhores filmes de origens de um super-herói e Tobey Maguire conseguiu ser um Peter Parker tímido e atrapalhado e um Homem-Aranha corajoso e heróico.

O segundo filme do Homem-Aranha trouxe o Alfred Molina como o Dr. Octopus e é considerado um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Se o primeiro foi o filme de origem de um super-herói ideal, o segundo foi a sequência ideal porque não precisou introduzir quase nenhum personagem, apenas o novo vilão. As cenas de ação são épicas, o enredo é sucinto e divertido e cada personagem progrediu na medida certa.

Entretanto cada uma dessas franquias teve o mesmo fim: um terceiro filme tenebroso. Dizer que Blade: Trinity, X-Men 3: O Confronto Final e Homem-Aranha 3 foram decepcionantes chega a ser minimalista.

Wesley Snipes teve problemas com o diretor e ficou trancado dentro do camarim enquanto não estava filmando, azedando sua relação com toda a produção. X-Men 3 não soube aproveitar os personagens que já tinha na franquia e nem introduzir os novos — diga-se de passagem, o elenco de um filme dos X-Men sempre é grande, então nem precisa ficar introduzindo muitos novos personagens nas sequências. E a Sony forçou o Sam Raimi a introduzir o Venom no terceiro Homem-Aranha, sendo que o diretor já havia declarado que não gostava desse vilão.

Nunca mais tivemos nenhum filme do Blade, o Homem-Aranha 4 chegou a começar a ser produzido, mas foi cancelado e a franquia X-Men começou seu processo de “prequels”, que só bagunçou a linha do tempo. Somando isso tudo aos outros filmes decepcionantes de super-heróis, muitos começaram até a questionar se ainda era possível fazer bons filmes nesse gênero.

Nesse meio tempo, a DC também lançou alguns filmes, mas seguiu o padrão de qualidade instável dos filmes da Marvel. Em especial, Steel – O Homem De Aço em 1997, Mulher-Gato em 2004 e Superman: O Retorno em 2006 foram completos fracassos.

Shaquille O’Neal foi o herói em Steel, que se resumiu a clichês baratos tanto para o gênero de super-heróis quanto para os filmes de ação de Sessão da Tarde. Halle Barry estrelou a Mulher-Gato, um filme com muita expectativa e universalmente decepcionante — a atriz sempre foi e sempre vai ser respeitada, mas ela estava no auge da carreira e nem o seu talento salvou esse filme. Superman: O Retorno, por sua vez, trouxe Brandon Routh como o Clark Kent e o Kevin Spacey como Lex Luthor e até recebeu alguns elogios, mas não o suficiente para justificar uma sequência. Em minha humilde opinião de um mero mortal, o Superman: O Retorno é um ótimo filme para os fãs nostálgicos, mas foi lançado em uma época em que nostalgia não vendia. Hoje em dia, a Disney relança vários dos seus clássicos todos os anos e Star Wars Episódio 7 foi nostalgia do início ao fim, por exemplo. Talvez o Superman do Brandon Ruth tenha sido o filme certo no momento errado.

Outro filme que considero um caso à parte é Constantine, com o Keanu Reeves. O filme até agradou boa parte do público, mas foi detonado pela crítica especializada. Apesar de ser um filme divertido, os fãs dos quadrinhos reclamaram da pouca — ou nenhuma — fidelidade ao material original. No fim das contas, Constantine é um filme legal perdido entre centenas de outros filmes de quadrinhos dos anos 2000.

Para não dizer que a DC não lançou nenhum sucesso inquestionável, tivemos V de Vingança e Batman Begins nessa mesma época.

V de Vingança foi estrelado por Hugo Weaving e Natalie Portman, dois atores mais do que afiados. Hugo Weaving foi sensacional, apresentando um personagem impactante e inspirador, mesmo sem precisar mostrar seu rosto em momento algum. É um filme tão bom, que eu fico feliz que não tenha continuação, pois é o tipo de obra-prima que cumpre sua função e fica nossa memória como um clássico instantâneo.

Em contrapartida, Batman Begins deu início à trilogia épica do Christopher Nolan. O elenco foi escolhido com precisão cirúrgica, incluindo Christian Bale como Bruce Wayne, Liam Neeson como Ra’s Al Ghul e Gary Oldman como Comissário Gordon. E tanto quanto o Homem-Aranha do Tobey Maguire foi um filme de origem impecável para a Marvel, Batman Begins é o filme de origem impecável para a DC.

As comparações com a versão do Tim Burton são inevitáveis, mas Christopher Nolan soube respeitar e se distanciar do clássico de forma exímia. Tim Burton foi mais gótico, focou na relação do Batman com o Coringa e se inspirou na Piada Mortal, enquanto Nolan deu total atenção ao Batman e modernizou o herói com temáticas de combate ao terrorismo, em vez de apenas mafiosos.

Além dos filmes da Marvel e da DC, vale a pena citar fracassos como The Spirit, Hancock, Jumper, A Lenda de Zorro e Sky High – Super Escola de Heróis. Particularmente, considero esse último um caso à parte. É um filme para crianças e adolescentes e é bem divertido, para ser honesto. Sky High mistura a dinâmica do começo do ensino médio com a temática de super-heróis, até fazendo metáforas bacanas com as expectativas que os pais têm pelos filhos, sobre o legado que os jovens precisam honrar e todas as incertezas e reviravoltas da adolescência. Não é um filme que eu recomendaria para meus amigos sem filhos, mas vale à pena para apresentar o mundo dos super-heróis a uma criança.

Em meio a tantos fracassos, Hellboy, com Ron Perlman, conseguiu se destacar. O filme foi um sucesso de crítica, mas não foi tão bem avaliado pelo público. Curiosamente, foi bem-sucedido o suficiente para ter uma sequência, Hellboy II: O Exército Dourado, esse sim um sucesso de crítica e público. São filmes legais, não são tão coloridos quanto os filmes da Marvel, mas também não se levam a sério demais como os filmes da DC, o Hellboy é um anti-herói excelente em meio a galãs como Hugh Jackman e Chris Evans, e a franquia merecia uma conclusão de trilogia, mas o estúdio optou por um reboot em 2019, então nos resta aguardar para ver.

Mas afinal, entre tantos altos e baixos, os super-heróis podem fazer bons filmes ou os sucessos eram exceção à regra?

Clique aqui para ler a parte 2 do artigo. Mas antes disso, deixe um comentário sobre o que achou desse artigo até aqui. Algum filme merece mais atenção? Esqueci de citar algum? Solta o verbo nos comentários!

Author: Bernardo Stamato

Vencedor do Concurso Cultural "Eu, Criatura" da Devir Livraria, formado em Letras, pós-graduado em Produção Textual, tradutor e escritor (https://www.wattpad.com/user/BernardoStamato). Quando dá tempo para respirar, lê e joga PS4 também.

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