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Filmes de Super-Heróis: das Origens ao Oscar (parte 2)

Por: Bernardo Stamato

21 de fevereiro de 2019

Este artigo foca nos filmes de super-heróis de 2008 em diante. Se quiser ler as origens desde os primórdios do século XX, clique aqui.

Universo Cinematográfico dos Super-Heróis

Tudo mudou em 2008. Na época, a gente pensou que seria só um ano a mais, com meia dúzia de filmes legais no cinema. Mas esse foi o ano de lançamento de Batman: O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro, dois dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos e as provas definitivas de que é possível fazer excelentes filmes nesse gênero.

Batman: O Cavaleiro das Trevas também poderia se chamar “O Filme do Coringa”. O Heath Ledger dominou o filme no papel de vilão de uma forma que mais ninguém teria conseguido. Além dos diálogos serem muito bem escritos, a interpretação foi implacável e niilista, se tornando inigualável não só pela qualidade, mas também pela singularidade da atuação.

A atuação impecável do Heath Ledger somada ao roteiro dos irmãos Nolan e à direção do Christopher Nolan garantiram que O Cavaleiro das Trevas fosse considerado o melhor filme de super-heróis de todos os tempos por sites como IGN e The Ringer. É um filme que eu recomendo até para quem não é fã de quadrinhos.

Falando em atuação impecável, o que foi a revelação de Robert Downey Jr. como Homem de Ferro? É impossível não lembrar que tanto o ator quanto o personagem têm histórias de queda e ascensão e foi justamente o jeito boêmio e até cafajeste do astro que trouxe algo diferente de todos os outros filmes de super-heróis até então.

Lógico que Homem de Ferro tem algumas temáticas comuns do gênero, ainda é um filme de origem cheio de explosões e um herói caindo de cabeça numa jornada inesperada que o mudou para sempre, mas Robert Downey Jr. entregou todas essas características de forma primorosa e com todo o carisma arrogante que só ele saberia aplicar a um super-herói.

Batman: O Cavaleiro das Trevas e o Homem de Ferro reacenderam as esperanças — e os investimentos — nos filmes de super-heróis. Hoje em dia, os Vingadores são a equipe de super-heróis mais famosa do mundo e o Homem de Ferro é o favorito de muitos fãs de quadrinhos, mas em 2008, o filme dele foi anunciado como “Marvel aposta em herói menor”.

De fato, a Marvel inaugurou seu próprio estúdio de cinema com o Homem de Ferro e seus primeiros filmes foram com os heróis que nenhum outro estúdio quis comprar nos anos 90, como Capitão América e Thor. Mas tudo o que ela precisou foi uma negociação com a Universal para incluir o Hulk ao seu time e o mundo descobriu que o plano era muito mais grandioso do que apenas “heróis menores”: os filmes da Marvel estavam interligados num Universo Cinematográfico.

Depois de Homem de Ferro, vieram Thor, O Incrível Hulk, Capitão América: O Primeiro Vingador e Homem de Ferro 2, todos bem recebidos pelo público e pela crítica, apesar de nenhum tão aclamado quanto os filmes de 2008. Mas a verdadeira aposta foi Os Vingadores de 2012, que reuniu um elenco de peso — e um orçamento astronômico. Esse sim seria o filme decisivo do estúdio, porque se Os Super-Heróis Mais Poderosos da Terra fracassem, o prejuízo seria catastrófico e o sonho de ver filmes de super-heróis interligados morreria.

Felizmente, Os Vingadores atendeu todas as expectativas dos críticos e dos fãs, o que conseguiu ir além de influenciar os filmes de super-heróis, pois a Marvel influenciou toda Hollywood. Todos os estúdios passaram a desejar seus próprios Universos Cinematográficos, com filmes interligados e múltiplas sequências a cada ano. Franquias como Star Wars, Transformers, Velozes & Furiosos e — é claro — DC começaram a anunciar inúmeros filmes derivados de suas franquias principais, cada uma com diferentes graus de sucesso e fracasso.

Daí em diante, a Marvel dividiu seu Universo Cinematográfico em fases e foi comprada pela Disney nesse meio tempo. A Fase 1 começou com o Homem de Ferro e terminou com o Os Vingadores, enquanto a Fase 2 incluiu sucessos como Capitão América: O Soldado Invernal, Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga e os não tão bem-sucedidos Homem de Ferro 3, Thor: O Mundo Sombrio e Vingadores: A Era de Ultron. Nenhum deles foi fracasso de bilheteria, as expectativas dos fãs eram inevitavelmente muito altas e alguns filmes mantiveram o nível da exigência, enquanto outros sofreram duras críticas.

Enquanto a Marvel prosperava…

…a DC lançou Watchmen, Lanterna Verde e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Watchmen seguiu a linha de Constantine e V de Vingança, um filme com heróis menos extravagantes e mais falíveis, que recebeu críticas mistas e agradou uma boa parcela do público. Particularmente, adoro esse filme e acredito que ele ocupe um bom lugar na história dos filmes de Super-Heróis ao lado de Constantine e V de Vingança.

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, por sua vez, encerrou a trilogia do Christopher Nolan com chave de ouro. Não é uma obra-prima como O Cavaleiro das Trevas, mas trouxe tudo o que os filmes anteriores tinham de bom e soube aproveitar cada elemento da franquia para trazer um desfecho plenamente satisfatório. O Christian Bale, inclusive, foi convidado para continuar como o Batman no futuro Universo Cinematográfico da DC, mas sabiamente recusou o convite alegando que seu trabalho estava encerrado — um bom jogador se retira enquanto está vencendo, afinal.

E o Lanterna Verde… Bom, acredito que a palavra fiasco seja um bom resumo. Estrelando Ryan Reynolds, esse filme tentou declaradamente iniciar um Universo Cinematográfico para a DC com a mesma premissa da Marvel de usar um super-herói menos popular. Para ser justo, O Lanterna Verde tinha potencial, mas não soube aproveitá-lo, o que resultou num roteiro medíocre e distante do material de origem — o que sempre enfurece os fãs. Levou mais dois anos para a DC tentar novamente lançar um Universo Cinematográfico e não tivemos nenhum filme do Lanterna Verde desde então.

Essa tentativa de Universo Cinematográfico em questão foi O Homem de Aço, estrelando Henry Cavill como Superman, que também não se saiu bem com a crítica especializada, mas teve uma recepção bem melhor com os fãs. O filme se destaca dentro do gênero de super-heróis por ser mais sombrio e até pessimista, mas não teve um roteiro memorável o suficiente para justificar essa abordagem — em especial por causa de cenas como a morte do pai do Clark Kent e na batalha contra Zod, que destruiu uma cidade inteira, sendo que o Superman poderia ao menos ter tentado levar o vilão para longe da civilização.

Infelizmente, os próximos filmes da DC foram quase todos decepcionantes. Batman V Superman: A Origem da Justiça segue o clima sombrio e traz um roteiro que simplesmente não convence — sério, Batman e Superman são heróis, eles precisavam de um motivo excelente para lutar e o filme não passa nem perto disso —, Esquadrão Suicida foi uma bagunça do começo ao fim e Liga da Justiça até foi bom, mas precisava ser muito mais do que “até foi bom” para salvar a DC.

Mulher-Maravilha e Aquaman foram os únicos filmes aclamados até agora e, se não fosse por eles, todo a franquia da DC provavelmente teria sido cancelada. Acredito que um dos fatores em comum do sucesso desses dois filmes foi que eles não se preocuparam tanto em se encaixar em um Universo Cinematográfico maior e se focaram simplesmente em narrar boas histórias.

Atualmente, o futuro DC no cinema é incerto, mas os fãs continuam torcendo para que a Warner aprenda com seus erros e passe a entregar filmes de qualidade.

Enquanto o Universo Cinematográfico Marvel prosperava e o Universo Estendido DC enfiava os pés pelas mãos…

Fox e a Sony também tentaram fazer bom uso dos super-heróis

A Sony lançou dois filmes do Espetacular Homem-Aranha com o Andrew Garfield sob a promessa de expandir para vários filmes do Aranhaverso, incluindo um filme solo do Sexteto Sinistro. Os dois filmes lançados tiveram avaliações positivas, mas nada incrível e toda a franquia foi cancelada quando o Andrew Garfield teve problemas com os executivos da Sony. Não houve um esclarecimento formal, mas disseram que o ator passou mal e não compareceu na festa em que iriam anunciar o terceiro filme, o que ofendeu os executivos da Sony.

Para a alegria dos fãs, a Sony e a Disney entraram em acordo e o Homem-Aranha foi introduzido ao elenco dos Vingadores no primeiro filme da Fase 3, mas vou falar disso em detalhes mais para frente. Atualmente, a Sony está lançando filmes com os vilões do Homem-Aranha — por mais que não faça sentido ter os vilões sem ter o herói —, começando com o filme do Venom, que foi detestado pela crítica, mas bem aceito pelos fãs, rendendo bilheteria o suficiente para a Sony confirmar mais filmes. Além disso, a Sony também lançou uma animação Homem-Aranha: No Aranhaverso, que reúne várias versões do herói e foi aclamado pela crítica e pelo público, incluindo nomeação para o Oscar.

A Fox, por sua vez, lançou dois filmes de “prequels”, X-Men Origens: Wolverine e X-Men: Primeira Classe. O filme do Wolverine foi um fracasso com a crítica e com o público, sendo mais lembrado por trazer um Deadpool totalmente descaracterizado, o que não impediu o estúdio lançar uma sequência, Wolverine: Imortal, que se saiu ainda pior do que o primeiro filme. X-Men: Primeira Classe, por outro lado, tinha expectativas péssimas, mas acabou sendo um sucesso de crítica e do público.

Tentando unir o melhor dos dois mundos, a Fox lançou X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, que juntou o elenco antigo da trilogia X-Men com os novatos da Primeira Classe numa história de viagem no tempo. O filme foi muito bem-sucedido, reacendendo as esperanças nos filmes dos mutantes da Marvel.

Entretanto, o filme seguinte foi X-Men: Apocalipse, que se saiu mal com a crítica e com o público. Particularmente, não entendo por que Dias de um Futuro Esquecido foi elogiado e Apocalipse foi criticado, porque os dois filmes têm as mesmas qualidades e defeitos. Ambos sofrem por excesso de elenco, ambos entregam um gosto de recomeço no final, ambos descartam bons personagens dos filmes anteriores e perdem tempo com personagens novos, que logo são descartados também. Inclusive, Primeira Classe, Dias de Futuro Esquecido e Apocalipse terminam com uma promessa de que a equipe está finalmente formada, o que é bem frustrante, apesar de todos serem filmes divertidos de assistir. O próximo filme da franquia provavelmente vai ser o último e eu sinto que Fox perdeu muitas oportunidades de explorar e aprofundar seus personagens enquanto ficou só prometendo que o filme seguinte apresentaria a equipe finalmente unida.

A Fox também lançou um reboot do Quarteto Fantástico, já anunciando planos para um “crossover” com os X-Men, mas o filme foi um completo fracasso. Os atores foram bem escolhidos, o clima mais sombrio poderia ser um diferencial bacana, mas o roteiro ficou confuso e o vilão não teve carisma nenhum. Na minha opinião de um mero mortal, o pior problema do filme foi ter transformado Sue Storm e Johnny Storm, a Mulher Invisível e o Tocha Humana, em irmãos adotivos. O fato é que contrataram uma atriz caucasiana — Kate Mara — e um ator negro — Michael B. Jordan — para os papéis, sendo que eles podiam ter simplesmente contratado dois atores caucasianos ou dois atores negros e ter mantido-os como irmãos sanguíneos. Enquanto a dinâmica de irmãos deles é essencial nos quadrinhos, eles pareceram quase desconhecidos no filme. Outra solução teria sido escolher um ator negro para ser o Senhor Fantástico e manter Sue e Johnny Storm como caucasianos. Um negro como o líder da equipe e maior gênio do mundo? Isso sim seria representatividade digna. Em vez disso, arruinaram a relação familiar dentro da equipe e a primeira cena do personagem negro é cometendo um crime — disputando um racha —, uma representatividade totalmente falha.

Da mesma forma que Quarteto Fantástico foi uma grande aposta e um fracasso épico, a Fox fez uma pequena aposta, que resultou num sucesso épico: Deadpool, com Ryan Reynolds. O filme teve baixo orçamento e censura para maiores, o que vai na contramão do gênero de super-heróis. Mas o filme foi tão ousado e divertido, que foi impossível não amar. A história é simples, é a típica origem de um super-herói com direito a romance e resgate à donzela, mas tudo repleto de palavrões, humor negro, quebras da quarta parede e altos riscos de ofender ao público mais sensível. O filme teve uma sequência também aclamada pela crítica e pelos fãs, que trouxe o Josh Brolin no papel do Cable, e mesmo depois da Disney comprar a Fox e cancelar boa parte dos projetos em andamento, já foi garantido que o Ryan Reynolds continuará no papel do Deadpool.

Encerrando os filmes da Fox, ouso dizer que Logan foi o melhor filme de super-herói desse estúdio. Os dois primeiros filmes do Wolverine foram dolorosos, mas o último foi simplesmente fantástico. Foi brutal, impiedoso, fascinante e visceral. Sabe o discurso sobre “apanhar e seguir em frente” do Rocky Balboa? É nesse clima, mas para o Wolverine, apanhar inclui engolir chumbo também. Graças ao sucesso do Deadpool com censura para maiores e a um certo desapego por ser o último filme do Hugh Jackman, Logan simplesmente entregou o desfecho perfeito para o personagem: ele nunca foi o super-herói ideal, mas foi aquele que mais sobreviveu, logo, foi também o que mais lutou e se sacrificou — até o fim.

Fora do eixo Marvel e DC

Tivemos vários filmes de heróis, a grande maioria com recepção negativa da crítica e do público. Os fracassos incluem O Besouro Verde, O Cavaleiro Solitário, RoboCop e os dois filmes das Tartarugas Ninja do Michael Bay.

Um caso à parte foi o Dredd de 2012, com Karl Urban como o anti-herói e Lena Headey como a vilã. O filme foi um fracasso de bilheteria, mas um teve recepção positiva pelo público e pela crítica. Dredd tem bons efeitos visuais, atuação satisfatória e cenas de ação divertidas, mas pegou leve na violência explícita e nos elementos satíricos dos quadrinhos. Talvez, se tivesse sido mais corajoso como Deadpool, teria feito mais sucesso.

Kick-Ass também foi digno de nota, ainda mais porque o primeiro filme foi um sucesso unânime e o segundo foi um fracasso tão unânime quanto. Os filmes trouxeram violência explícita e impiedosa junto de um senso de humor incrível. Um dos fatores do fracasso da sequência é que o Jim Carrey seria a grande novidade, mas o ator retirou seu apoio ao filme e emitiu uma nota sobre sua aversão ao próprio trabalho depois de um tiroteio em uma escola. Por mais que Mark Millar, criador do quadrinho, tenha respondido dizendo que a história focava nas consequências da nossa sociedade violenta e não na violência em si, fica difícil um filme ter sucesso depois que um dos principais astros se pronuncia contra.

Fase 3 da Marvel

Para encerrar com chave de ouro, os fãs de filmes de super-herói estão vivenciando nesse momento o desfecho da Fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel.

Enquanto a Fase 2 teve altos e baixos, a Fase 3 começou com Capitão América: Guerra Civil, um filme que foi tanto a conclusão da trilogia do Capitão América e de sua jornada ao lado do Soldado Invernal, quanto um filme dos Vingadores, já que quase todo o elenco da Era de Ultron participou, além de novos personagens terem sido apresentados, o Homem-Aranha e o Pantera Negra. Particularmente, esse é um dos meus filmes favoritos da Marvel, o enredo elabora bem o passado do Soldado Invernal e do Homem de Ferro, as questões políticas e o Tratado de Sokovia foram abordagens necessárias dentro do Universo Cinematográfico e combinaram com o clima dos filmes do Capitão América e cada personagem foi bem explorado, principalmente pelas perspectivas que cada um teve sobre de qual lado lutar.

Doutor Estranho trouxe o lado arcano da Marvel, apresentando em detalhes a magia e uma nova forma de explorar o universo. O Benedict Cumberbatch foi a escolha ideal para o Mago Supremo e muitas portas foram abertas para o Universo Cinematográfico Marvel, principalmente se tratando de outras dimensões e realidades paralelas.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 não fez tanto sucesso quanto o primeiro, mas eu particularmente preferi a sequência. Sem a necessidade de apresentar o elenco, exceto pela Mantis e pelos novos antagonistas, o filme não seguiu a fórmula de bolo que quase todos os roteiros seguem e optou por simplesmente se aprofundar nos personagens e se aventurar pela galáxia. O primeiro filme soube apresentar toda uma nova equipe de super-heróis e toda a temática espacial da Marvel e o segundo expandiu o universo sem ser repetitivo.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar foi o sonho de muitos fãs se realizando. O Homem-Aranha, interpretado pelo Tom Holland, sempre foi o super-herói mais popular da Marvel e o primeiro filme solo dele dentro do Universo Cinematográfico não perdeu tempo com uma história de origem e se contrastou em relação aos outros filmes por apresentar um super-herói iniciante e desajeitado, ainda aprendendo a combater o crime. Michael Keaton como o vilão Abutre foi um excelente contraponto ao Homem-Aranha e aos Vingadores, um criminoso perigoso que encontrou uma forma de sobreviver aos efeitos colaterais aos danos provocados pelas batalhas épicas dos super-heróis e que, no fim das contas, só quer proteger a própria família.

Thor: Ragnarok foi um enorme sucesso de bilheteria, apesar de ter dividido a opinião do público. Os mais tradicionalistas não gostaram do excesso de humor no filme, mas é inegável que botar o Thor para viajar pela galáxia e enfrentar uma vilã — Cate Blanchett como Hela — que ele jamais derrotaria foi a lufada de ar fresco que o Deus do Trovão precisava. Analisando os filmes do Thor e dos Vingadores anteriores, Ragnarok foi ao mesmo tempo uma catarse e uma reinvenção excelente para o personagem.

Pantera Negra roubou a cena e já é considerado por muitos o melhor filme da Marvel. O filme segue uma jornada do herói temperada com estética afropunk, um elenco de peso — incluindo Chadwick Boseman, Lupita Nyong’o, Michael B. Jordan, Danai Gurira, Andy Serkis, Martin Freeman e Forest Whitaker — e várias questões contemporâneas do nosso mundo real, como negritude, feminismo, tráfico internacional de armas, refugiados e colonização. Acredito que o Pantera Negra trouxe o equilíbrio ideal entre um blockbuster e uma mensagem necessária para nos conscientizar e buscar um mundo melhor para todos.

Vingadores: Guerra Infinita foi o grande clímax de todo Universo Cinematográfico Marvel até o presente momento. Thanos, interpretado por Josh Brolin, finalmente botou seu plano mestre em ação e todos os maiores super-heróis do universo lutaram desesperadamente para tentar impedi-lo. A grande sacada foi usar a jornada do herói com o vilão, atendendo às altíssimas expectativas criadas ao longo dos anos e encerrando o vigésimo filme da franquia com um desfecho corajoso e impiedoso, que nem mesmo o George R. R. Martin botaria defeito.

Homem-Formiga e Vespa aliviou a tensão da guerra cósmica do último filme dos Vingadores e trouxe uma aventura mais colorida e otimista, mas não menos épica em comparação aos outros filmes de super-heróis. A grande promessa é que os detalhes apresentados a respeito do Reino Quântico sejam fundamentais para o futuro do Universo Cinematográfico Marvel, o que aumenta ainda mais as expectativas pelos próximos filmes.

Para o futuro, a Marvel já revelou os primeiros trailers de Capitã Marvel, Vingadores: Ultimato e Homem-Aranha: Longe de Casa, a Fox vai encerrar sua franquia de mutantes com X-Men: Fênix Negra e Novos Mutantes, a DC vai apostar no filme do Shazam e um filme de origem para o Coringa e, fora do eixo Marvel e DC, já tivemos Vidro e teremos o reboot de Hellboy. Quem sabe eu não lanço um texto no fim do ano falando sobre os filmes de super-heróis de 2019?

Super-Heróis para sempre

Alguns filmes já foram anunciados para além de 2019, como Mulher-Maravilha 1984, O Batman, Aves de Rapina, Os Eternos e Morbius: O Vampiro, além de promessas como um reboot do Spawn e uma franquia para a editora Valliant. Os super-heróis estão no cinema desde os primórdios e vão continuar para sempre, só nos resta descobrir quais serão as próximas tendências. Mais Universos Cinematográficos? Mais heróis pouco populares ascendendo à fama? Histórias mais sombrias ou mais coloridas? Seja qual for o futuro, estaremos nos cinemas com nossos super-heróis favoritos.

E você, qual foi o filme de super-herói que marcou sua infância? Esqueci de citar algum? Quer um texto dedicado a um herói ou equipe em específico? Solta o verbo nos comentários!

Autor: Bernardo Stamato

Vencedor do Concurso Cultural "Eu, Criatura" da Devir Livraria, formado em Letras, pós-graduado em Produção Textual, tradutor e escritor (https://www.wattpad.com/user/BernardoStamato). Quando dá tempo para respirar, lê e joga PS4 também.

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