Home » Cinema » A Culpa é das Estrelas: do Livro ao Longa

A Culpa é das Estrelas: do Livro ao Longa

Por: Gabriela Coiradas

2 de março de 2018

Lembra que falamos de adaptações para o cinema? Hoje, inauguro essa série de posts para falar especificamente de livros que foram para as telas do cinema e, quem sabe, fazer você repensar nas obras originais.

O filme A Culpa é das Estrelas é um exemplo de roteiro adaptado muito fiel à obra de John Green e que deu muito certo! Por quê? Vem comigo!

Roteiro

O filme é tudo que os fãs poderiam ter desejado, o longa parece um livro vivo! A linguagem do autor e a simplicidade da obra permitiram que existisse uma fidelidade imensa nas telas.

As frases de impacto, os maneirismos dos personagens e, claro, a emoção que a história nos passa estão todos lá, em seus devidos lugares. As poucas reduções de cenas não prejudicam o desenvolvimento do filme em nenhum momento e nem chegam a fazer falta.

Escolha dos atores

Um dos maiores acertos da produção cinematográfica foi os atores escalados. Para mim foi uma experiência interessante, pois eu vi o filme antes de ler o livro e imaginava os personagens exatamente como os do filme, inclusive Dafoe, que encarnou o autor problemático em Amsterdã.

Shailene Woodley conseguiu o equilíbrio de força e fragilidade que conhecemos em Hazel Grace. A atriz faz a gente sofrer e, ao mesmo tempo, vibrar com as pequenas vitórias da personagem, exatamente como Green faz com sua narrativa. A condução da história e do texto passa muito longe da autopiedade dos protagonistas, não sentimos pena deles.

E como Ansel Elgort nos traz o tempero indispensável de Augustus para essa história! É impossível não ser cativado pelas frases de efeito e pela filosofia de vida do jovem adolescente. Quando eu li, eu imaginava alguém tão cheio de vida quanto ele, mesmo com todas as limitações físicas do personagem. Ele e Hazel Grace funcionam de uma maneira incrível na tela, parece que foram feitos para estar um ao lado do outro (sim, fiquei romântica, já passa).

Ritmo

Não sentimos o filme passar, mesmo que sua temática seja pesadíssima. A adaptação toda é de uma leveza ímpar, com diversos momentos de humor (ainda que, por vezes, um pouco ácido, principalmente em Augustus e seu amigo Isaac).

Toda a empreitada até Amsterdã nos faz sorrir e pensar como as coisas valem a pena. O longa não perde a mão em nenhum momento, algo bastante difícil quando se trata de temas como câncer e relações humanas.

 

E você? Concorda que é uma boa adaptação para o cinema? É fã de John Green? Vem conversar comigo nos comentários, quem sabe não falamos de Cidades de Papel em breve? 😉

[mashshare]