Home » Cinema » A Freira: O Poder de uma Franquia de Terror

A Freira: O Poder de uma Franquia de Terror

Por: Gabriela Coiradas

13 de setembro de 2018

Como há muito tempo não acontecia, vivemos a era do terror de franquia. A fórmula das incontáveis sequências tem se mostrado muito lucrativa, como pudemos ver com o novo derivado de Invocação do Mal, A Freira, recorde de bilheteria.

Mas ir além de simples continuações é uma tarefa para poucos. Ao construir seu próprio universo de medo, James Wan se tornou o atual mestre do terror de franquia.

A Freira e a fórmula de sucesso

A Freira é um filme que não se sustenta sozinho. Mas como pôde, então, quebrar recordes e se tornar o maior filme de terror de todos os tempos?

Simples, A Freira vem agarrada ao seu universo.

Desde Invocação do Mal, os espectadores estão imersos no mundo de Wan, sempre a esperar elementos novos. E é disso que obtemos a fórmula do sucesso: como ocorre com os filmes de Anabelle, os fãs pagam pela expectativa, não necessariamente pela qualidade dos filmes.

E isso é ainda mais reforçado com as ações de marketing, que muitas vezes chegam a dar mais medo que o filme mesmo, como grupos de freiras encapuzadas entregando os panfletos do filme em eventos.

Resultado de imagem para a freira

A Freira, exatamente como Anabelle e até mesmo como Invocação do Mal 2, não foi bem recebido pela crítica especializada justamente por esse motivo. A qualidade do roteiro e da produção caiu significativamente.

O que era para ser terror acaba caindo no “terrir”, com cenas que soam forçadas e passam longe de prender o espectador em um clima de angústia.

(Não venham me dizer que isso dá medo, gente)

O lado negativo do terror de franquia

Mas o que se perde com esse tipo de terror?

Pensando no universo de Invocação do Mal, vemos que estamos, a cada derivado, perdendo o que deveria ser o foco principal das obras: a narrativa.

Isso já aconteceu antes com Jogos Mortais, nos últimos filmes não havia sequer a sombra da essência do começo da franquia. E é difícil não esperar que isso aconteça novamente.

Em A Freira, a história de Valak é pouquíssimo explorada, os personagens principais são rasos e com pouco propósito. O objetivo acaba sendo o terror de aparência, ou seja, muitos efeitos sonoros e visuais. São sustos, não medo de fato.

Então, o terror está morto?

Queremos acreditar que não. Tivemos excelentes demonstrações com “A Bruxa” e “Corra”, que pegam o nosso psicológico, que deixam o coração agoniado.

O fato de pertencer a uma franquia não pode ser a razão do sucesso de um filme. Vamos torcer pelo contrário.

E você, o que achou de A Freira? Valeu a pena a espera por Valak? Conta aí!

[mashshare]