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7 Melhores (e 7 Piores) Sidekicks dos Games

Por: Bernardo Stamato

30 de março de 2019

Existe um parceiro por trás de cada grande herói. Batman tem Robin, Simon tem Garfunkel, Steven Seagal tem seu rabo de cavalo. Mas para cada companheiro leal e eficiente, tem um amontoado pixels inúteis que só grita e morre. Aqui está uma homenagem aos companheiros dos games que deixaram as nossas vidas mais fáceis – e aos que fizeram das nossas vida um inferno.

MELHOR: Tails — Sonic

Antes de Tails, a regra era “uma vida pra cada um”. Depois veio o Tails e deu a oportunidade de manter os irmãos caçulas jogando sem precisar desistir do controle, pois lá estava a raposa de duas caudas! Tails não era tão rápido quanto o Sonic, mas ele era útil pra matar os inimigos e coletar anéis a mais — sem falar que ele era imortal. Aí Sonic 3 foi lançado e Tails podia carregar o Sonic pelos poços, dando real utilidade aos irmãozinhos.

PIOR: Slippy Toad — Star Fox 64

A equipe de Star Fox já não era muito boa. Tinha um já meio velho, um falcão desaforado e, o pior de todos, um sapo em plena puberdade sempre à beira da morte gritando por ajuda. Como a maioria dos aliados terríveis, Slippy era simplesmente um ímã de ataques inimigos, raramente disparava de volta e tinha a voz mais irritante na história do videogame. Pior de tudo é que você não conseguiria chegar ao final bom e salvar a galáxia, se deixasse Slippy morrer, mas pelo menos poderia jogar em paz.

MELHOR: Yoshi — Super Mario World

Finalmente, um parceiro útil pra todos os momentos! Yoshi é um bom companheiro e um dinossauro. Ele pode comer inimigos, tinha várias habilidades de acordo com sua cor e Mario poderia sacrificá-lo pra dar um salto extra sobre abismos. Isso é tudo.

PIOR: Baby Mario — Super Mario World 2: Yoshi’s Island

Bebês são terríveis. Eles não podem fazer nada sozinhos, exceto cagar e gritar — geralmente ao mesmo tempo. Baby Mario gritava sempre que ele não estava em seu velociraptor, então ele gritava muito. Pra ser justo, viajar num dinossauro que muda de forma como a minha única esperança de vida provavelmente me faria chorar também. Mas seus gritos eram implacáveis, punindo meus tímpanos constantemente, obrigando-me a salvar um bebê estúpido que nem sequer era meu filho. Como o Yoshi não engoliu o próprio Mario de uma vez por todas?

MELHOR: HK-47 — Knights of the Old Republic

“Na verdade, estou mais ansioso pra engajar num ato de violência. Ao seu comando, é claro, mestre.” Eu acho que essa citação basta. HK-47 é brutal, divertido e perturbadoramente leal, o melhor personagem de qualquer jogo de Star Wars.

PIOR: Roman Bellic — GTA IV

NÃO ROMAN, EU NÃO QUERO CAIR NA PORRADA COM NINGUÉM! EU ESTOU SENDO PERSEGUIDO POR 42 ACUSAÇÕES DE ASSASSINATO. NOSSO RELACIONAMENTO DIMINUIU? O QUE DIABOS SIGNIFICA ISSO? ESTOU JOGANDO THE SIMS AGORA? Definitivamente, a única coisa que GTA não precisa é parceiros carentes e sedentos por atenção te interrompendo durante missões importantes. A propósito, caminhões monstro cairiam bem, não acham?

MELHOR: Dogmeat — Fallout

Se Fallout nos ensinou algo, foi que a única coisa que precisamos depois de um apocalipse nuclear é um cão – e drogas, armas, comida, revistas e jaquetas de couro. Uma vez recrutado, Dogmeat te defende de qualquer coisa e só te abandona sobre o seu cadáver. E, ao contrário do Sulk de Fallout 2, Dogmeat não iria abandoná-lo por causa de pequenos deslizes morais, como assassinar uma multidão de crianças ou vender alguém como escravo.

PIOR: Natalya — Goldeneye 64

“Proteger Natalya.” Esse foi o primeiro objetivo da missão de Control e uma das maiores piadas na história do videogame. Natalya queria morrer! Essa é a única explicação. Ela casualmente passeia através de uma saraivada de tiros e explosões, totalmente alheia ao perigo óbvio ao redor dela de uma forma que só seria desculpável se ela fosse suicida. Mas um suicida não estaria tomando seu  doce tempo enquanto você esmaga botões contra hordas de soldados com AK-47. James Bond realmente não deveria ter que trabalhar tanto pra conquistar uma baranga poligonal.

MELHOR: Diddy Kong — Donkey Kong Country

Diddy Kong é mais rápido e mais ágil do que Donkey Kong e isso significa muito num jogo de plataforma, especialmente nas fases mais complicadas do DK Country. Além disso, ele teve o bom senso de colocar uma camisa, ao contrário do seu tio, que optou por se aventurar totalmente nu, exceto por uma gravata — assustador. E enquanto Donkey Kong brincava em Mario Kart, o empreendedor Diddy Kong começou o seu próprio jogo de corrida, o que não foi tão bom, mas tinha aviões e um elefante gênio. Diddy Kong sempre terá um lugar especial em nossos corações, ao contrário do Donkey Kong, que pensa que já esquecemos que ele raptou a Peach três décadas atrás.

PIOR: Big the Cat — Sonic Adventure

Depois de Tails e Knuckles, a quantidade e inutilidade entre os amigos do Sonic só aumentaram. Mas nenhum é mais inútil do que Big. Sonic Adventure foi a primeira grande incursão do Sonic na 3ª dimensão, mas, por alguma razão, a Sega pensou que um gato pescador, retardado e obeso mórbido seria minimamente divertido. Apenas olhe pra cara desse retardado, é óbvio que não é divertido jogar com ele.

MELHOR: Rush — Mega Man

Hush combinado a fidelidade de um cão com a funcionalidade de um canivete suíço. Claro, Rush só poderia ajudar poucas vezes por fase, mas ter um androide multiuso pra pular abismos e poços era muito melhor do que memorizar padrões de blocos desaparecendo. Finalmente Mega Man tinha habilidades que poderia usar sem assassinar nenhum robô e roubar suas vísceras. O cachorro-robô é o melhor amigo do homem-robô. Mesmo assim, fique atento pra ele não transar com a sua perna. Tudo em Rush é feito de aço. Tudo.

PIOR: Cachorro — Duck Hunt

O cão ri da sua cara. O seu único aliado neste jogo zomba de você abertamente. Você está no meio do mato, sem ninguém por perto e não matou sequer um pato entre a centena que acabou de sair voando. Quem nunca apontou a arma pro cão e puxou o gatilho enquanto ele ria?

MELHOR: Epona — The Legend of Zelda: Ocarina of Time

Ao contrário de muitos companheiros terríveis, Epona fica exatamente onde você a deixou, vem correndo quando você toca sua canção e é incrível o suficiente pra que você quase esqueça Navi — quase. Mas, principalmente, Epona corre rápido e tudo o que pede em troca é um lanche ocasional de seu saco de cenouras infinitas.

PIOR: Navi — The Legend of Zelda: Ocarina of Time

“Hey! Listen!” Ela voa na sua cara e grita até que você preste atenção nela! “Hey! Listen!” E não, nunca é algo importante. “Hey! Listen!” Ela é sempre óbvia. “Hey! Listen!” Se é chato ler isso num artigo da internet, imagina ter que parar e ler no meio do jogo! “Hey! Listen!” “Hey! Listen!” “Hey! Listen!”

Author: Bernardo Stamato

Vencedor do Concurso Cultural "Eu, Criatura" da Devir Livraria, formado em Letras, pós-graduado em Produção Textual, tradutor e escritor (https://www.wattpad.com/user/BernardoStamato). Quando dá tempo para respirar, lê e joga PS4 também.

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