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+5 Teorias dos Games CONFIRMADAS pelos Desenvolvedores

Por: Bernardo Stamato

19 de janeiro de 2018

Alguma teoria dos fãs te tirou o sono? No início dessa semana eu apresentei 5 teorias bem cascudas, mas como esse mundo é vasto e viciante, trouxe aqui mais 5. Você nunca mais verá esses jogos com os mesmos olhos.

Segredo nuclear de Metal Gear V

Hideo Kojima, criador da franquia de Metal Gear, é conhecido por ser excêntrico, ensinando os jogadores a não terem certeza de nada. Nos primeiros jogos, isso assumiu a forma de batalhas criativas e desafiantes, exigindo que os jogadores desconectassem o controle ou não jogassem por duas semanas. Em The Phantom Pain, no entanto, o gênio se superou.

Os fãs sabiam desde o dia do lançamento que havia segredos escondidos no jogo, com alguns mesmo prevendo uma seção adicional inteira disponível exclusivamente pra jogadores que conseguissem descobrir o que Kojima havia planejado. O segredo escondido real era apenas uma cutscene – a pegadinha era que ninguém tinha a menor ideia de como desbloqueá-la.

Entretanto, os fãs tinham a teoria de que a cutscene só era acessível se cada jogador no servidor multiplayer tivesse se livrado das suas armas nucleares. Tais armas nucleares eram as armas mais fortes do jogo, ridiculamente difíceis de fazer. Convencer centenas de milhares de jogadores a abandonar voluntariamente a sua melhor arma parecia ridículo, mas Konami eventualmente confirmou a teoria e até manteve no feed do Twitter uma contagem das armas nucleares remanescentes, contabilizadas pelo sistema.

Os personagens de Super Smash Bros. não são reais

Super Smash Bros. não é uma franquia focada no enredo. Tanto que como os personagens da Nintendo atravessaram dimensões pra combater uns aos outros em plataformas estranhas foi uma questão aparentemente deixada pro jogador responder.

Ainda assim, uma breve cena onde uma mão jogando um troféu no ar, que se transforma num personagem tridimensional fez com que os fãs suspeitassem que os jogos fossem na verdade apenas uma representação dramática de crianças brincando com brinquedos. Até mesmo o chefe final de cada jogo é uma mão tentando derrubar o personagem do jogador e transformá-lo num troféu, como uma criança entediada de um jogo e decidindo começar de novo.

O criador Satoru Iwata eventualmente confirmou essa teoria, afirmando que não seria apropriado pro Mario real lutar contra o Pikachu real. Por outro lado, batalhas imaginárias entre os personagens mais populares da Nintendo poderiam ser jogos mais amigáveis pras famílias.

Braid é sobre a bomba atômica

Braid é um jogo de plataforma independente e um dos primeiros títulos a explorar o gênero retrô. Um retrocesso deliberado aos clássicos 8-bits e de fliperama, que ignoravam voluntariamente as perguntas dos jogadores, Braid aparenta ser uma simples jornada de “resgate à princesa”.

Ainda assim, como tais clássicos, Braid também esconde um segredo ridiculamente difícil de alcançar: coletando as sete estrelas escondidas em cada fase – não há nenhuma pista no próprio jogo de que há estrelas escondidas pra colecionar -, os jogadores desbloqueiam o final secreto. Oh, mais uma coisa: uma das estrelas só é encontrada esperando numa tela por mais de DUAS HORAS sem pressionar o pause.

Uma vez que o final secreto é encontrado, a princesa explode após uma famosa frase de Oppenheimer aparecer na tela: “Eu me tornei morte, destruidor de mundos”. Certamente, parece que Braid está implicando que a jornada pela princesa era na verdade sobre a jornada pela arma nuclear, uma reviravolta decididamente sombria num jogo aparentemente inocente.

Jonathan Blow eventualmente confirmou essa teoria, reafirmando que tudo no jogo está lá por um motivo quando perguntado sobre a famosa citação. “Eu realmente não estou falando muito sobre a história, mas [essa citação] certamente está lá”, ele provocou. “É algo pra levar em conta ao ler o texto. Mas quanto disso está na história? É um jogo extremamente focado, passei três anos trabalhando em detalhes”.

Symmetra de Overwatch é autista

Os desenvolvedores de Overwatch claramente se preocupam em mostrar um conjunto diversificado de personagens, com um elenco cujas personalidades e tipos de corpo são tão diferentes uns dos outros quanto os protagonistas de Call of Duty são idênticos. Ainda assim, grande parte da história do jogo fica subjetiva entre os diálogos, level design e vídeos cinematográficos ocasionais, que mais sugerem do que explicam.

Symmetra é uma arquiteta indiana que usa tecnologia de luz sólida, se foca numa rotina diária e tem dificuldade em entender os pontos de vista de outras pessoas. Muitos fãs supuseram que ela exibisse sinais de autismo e um quadrinho de Andrew Robinson e Jeffrey “Chamba” Cruz parecia apoiar esta interpretação, mencionado que Symmetra está “no espectro”.

O diretor Jeff Kaplan confirmou mais tarde essa teoria, dizendo: “É muito esperto que você perceba que ela mencionou o espectro em nosso quadrinho… Symmetra é autista. Ela é um dos nossos heróis mais queridos e pensamos que ela faz um excelente trabalho de representar o quão incrível alguém com autismo pode ser”.

Michael Jackson trabalhou no Sonic the Hedgehog 3

Durante anos, fãs obsessivos estavam convencidos de que Michael Jackson trabalhou em Sonic the Hedgehog 3, contribuindo com o design de música e som. Um fã chegou, inclusive, a combinar músicas dos jogos com lançamentos posteriores do Michael Jackson pra demonstrar o quanto eram semelhantes.

Depois de décadas de buscas e comparações, foi revelado pelos desenvolvedores que Michael Jackson realmente trabalhou no jogo, mesmo que de forma muito menor do que os fãs assumiam. Os motivos exatos pra essa contribuição não ter sido anunciada não são claros: um desenvolvedor lembra que o Rei do Pop estava descontente com a qualidade do som do Mega Drive, enquanto outros argumentam que a Sega queria se distanciar do astro por causa das alegações de abuso infantil. De qualquer forma, quase todos os desenvolvedores do jogo confirmaram que Michael Jackson trabalhou em Sonic the Hedgehog 3.

Apenas uma teoria

E você, gosta de alguma teoria de videogames? Já temos dois artigos sobre teorias, mas só o que precisamos pra ter mais é o seu barulho! Solta o verbo nos comentários!

Autor: Bernardo Stamato

Vencedor do Concurso Cultural "Eu, Criatura" da Devir Livraria, formado em Letras, pós-graduado em Produção Textual, tradutor e escritor (https://www.wattpad.com/user/BernardoStamato). Quando dá tempo para respirar, lê e joga PS4 também.

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