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5 razões para conhecer o cinema argentino

Por: Gabriela Coiradas

8 de Fevereiro de 2018

Já que se fala tanto de Oscar nesta época do ano, perceberam como damos pouca atenção à categoria “Filme Estrangeiro”? Claro, quando existe a possibilidade de uma estatueta brasileira, viramos nossos pescoços para saber o que está acontecendo. Mas e se olhássemos mais para a grama do nosso vizinho? Isso mesmo, para o cinema argentino.

A Argentina tem uma produção cinematográfica muito respeitada e carrega alguns Oscars nas mãos. E só por isso eu devo assistir aos filmes hermanos? No post de hoje, vamos mostrar que as razões vão muito além das premiações.

1. Reflexões sobre relações humanas

O cinema argentino trata muito, mas muito mesmo, de relações e comportamentos humanos, dos mais comuns aos bizarros.

Essa característica faz com que criemos uma identificação com os filmes, pois o retrato fiel do que acontece em sociedade faz com que nos enxerguemos em algumas histórias e situações.

Um Conto chinês, Relatos Selvagens, Medianeras e XXY são exemplos de longas que exploram temas como diversidade, choques de cultura e realidade, o ser humano no seu limite emocional e relacionamentos virtuais. Consequentemente, prepare sua cabeça para aquela sensação de “tapa na cara”.

2. Abordagem política

Nossos vizinhos, assim como grande parte da América Latina, também sofreram com a ditadura e a repressão militar no passado, portanto, o cinema não poderia deixar de tratar desta temática, bem como problemas sociais contemporâneos.

Temas como narcotráfico, jogo de interesses e poder são retratados de modo bastante realista e semelhante a algumas produções do Brasil, como em Elefante Branco.

Vale o destaque para Diários de Motocicleta, uma coprodução de diversos países, inclusive a Argentina, que conta a história de um Che Guevara antes da revolução (e que foi dirigido pelo brasileiro Walter Salles), e para Cautiva, que mostra os horrores da guerra no país durante a busca da protagonista pela sua identidade e a de sua família.

3. Plot Twists

Sabe aquela sensação de que você precisa recolher os seus miolos do chão quando o filme acaba? Os argentinos fazem isso com maestria!

Os longas argentinos são bastante profundos, ou seja, as coisas não são o que parecem ser e as reviravoltas são muito bem construídas nas tramas. Um bom exemplo disso é o ganhador do Oscar O Segredo dos seus Olhos. Além do excelente enredo e do bom ritmo da história, o final é daqueles que nem o mais sagaz conseguiria imaginar. Até houve uma versão hollywoodiana, mas acreditem: o charme, a trilha sonora e Ricardo Darín não estão lá. Entenderam, né?

4. Suspense na medida certa

Os diretores argentinos entendem de um bom thriller e fazem alguns dos melhores roteiros policiais do cinema. Se você gosta de um bom suspense, de um terror psicológico e coisas do gênero, os hermanos são o caminho. Longe dos suspenses previsíveis e “de susto” que estamos acostumados, os filmes argentinos não deixam a gente nem piscar.

Produções como Abutres e Tese sobre um Homicídio são enredos policiais densos e te seguram do início ao fim.  Zama, com ambientação de época, mostra que a diretora Lucrécia Martel não perdeu a mão (depois de ter dirigido excelentes filmes desse tipo, como Pântano). Uma pena não ter cravado uma vaga na premiação deste ano.

5. Qualidade técnica

E claro, impossível negar a qualidade técnica do cinema argentino.  Algumas vezes, o senso comum nos faz pensar que “coisa boa só vem de hollywood”. Ah, mas não mesmo!

Aspectos como fotografia, trilha sonora, figurino estão cada vez melhores nas produções argentinas. Os filmes parecem ter um charme que é próprio, característico, daqueles que dá a sensação de estar em casa quando se assiste. Dá uma olhada em algumas cenas:

Percebeu como vale a pena dar uma conferida no vizinho? Eu poderia te dar mais razões ainda, como ver o Ricardo Darín em quatro de cinco filmes que os argentinos produzem (hahahaha), mas prefiro que você me fale mais algumas! Vem aqui nos comentários e diz o que você acha do cinema argentino!

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